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UMA VIDA SEM DROGAS!

Quer ter sua vida de volta?

Quer ter sua família restaurada?

Quer ser feliz novamente?

Chegou o momento de revoltar-se contra as drogas!

Este artigo tem o objetivo de te ajudar a sair da “escuridão” que é o mundo das drogas!

Mas para isto, você terá que se revoltar! Ter raiva das drogas!

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A cocaína é um dos estimulantes mais poderosos do mundo. Vício em cocaína pode causar perda de emprego, arruinar as relações familiares e até mesmo ser fatal. Existem efeitos físicos de abstinência de cocaína e a dependência psicológica pode ser igual à dependência física de heroína. A droga realmente muda a química do cérebro, então a única forma eficaz de tratar o vício é modificar o comportamento viciante. Algumas instruções

Deixe o mundo de lado

O primeiro e mais importante passo é deixar o “mundo” de lado!

Parar de andar com os habituais “amigos de copo”.

Você deve andar sozinho!

Sua única missão é manter sua família unida… A família será sua base.

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Pare de usar cocaína!

Isso é mais difícil do que parece, mas é o primeiro passo crucial para chutar o hábito de cocaína. Se você tem cocaína em casa, jogue fora no vaso sanitário. Livre-se de todas as drogas que tem! Livrar-se de toda a parafernália de cocaína relacionados, para que você seja menos tentado . Não permita que ninguém leve cocaína para a sua casa ou bebidas.

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Fale com seus amigos e familiares

Diga a seus amigos e familiares que você está chutando o seu vício em cocaína . Pode parecer constrangedor no início, mas isso é importante.

Ao permitir que as pessoas saibam , você está contando com o apoio de pessoas que podem ajudá-lo. Você não só vai ter suas próprias expectativas, mas os de amigos e familiares também. Parece que você terá mais pressão, mas isso vai  ser usado como reforço positivo .

Exclua qualquer substância

Pare de usar quaisquer outras substâncias,  Isto inclui:

Álcool, maconha, heroína e  prescrição de analgésicos , como Oxycodon ou Vicodin ou qualquer outro fármaco.

Comprimidos prescritos, tais como Xanax , se enquadram nesta categoria também. Mas fale com o seu médico antes de cessar o uso de qualquer coisa prescrita para a ansiedade, ou um distúrbio psicológico. Além disso, abster-se de pornografia, se é um problema. Devido à forma como a cocaína influencia os receptores de prazer do cérebro, qualquer atividade que estimula excessivamente esses receptores, como assistir pornografia habitual, deve ser interrompido.

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Reconheça

Reconheça coisas que provocam o uso de cocaína. Faça uma lista dessas coisas. O álcool é um gatilho comum para abuso de substâncias. TV e filmes que retratam o abuso de drogas também são conhecidos gatilhos. A cocaína é uma dependência psicológica, procure gatilhos que causam estresse emocional. Você pode não ser capaz de evitar todos os gatilhos, mas tomando consciência deles, você fortalece suas chances de defender-se contra eles.

Mude seus Hábitos

Abandonar o vício não significa necessariamente que você tem que se trancar dentro de sua casa . Muitas vezes viciados em cocaína ficam em casa por dias, com as cortinas fechadas, não dormindo e usando a droga.

O ar fresco e luz solar são saudáveis para um viciado. Crie novos hábitos: tenha uma boa noite de sono e acorde cedo. Faça exercícios, caminhadas e até entrar numa academia é uma boa pedida. Isto irá reduzir o desejo de usar cocaína porque exercícios físicos liberam a serotonina, que traz prazer ao cérebro.

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Mude sua Dieta

Como a droga tende a suprimir o apetite, viciados em cocaína não comem regularmente. Coma três refeições por dia, ou cinco refeições em porções menores espalhadas ao longo do dia. Seu corpo vai precisar de nutrientes, especialmente se você está se exercitando. Beba muita água e sucos. A cocaína pode desidratar severamente o corpo, e isso terá que ser reposto.

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Recompense-se

Parar com o vício em cocaína não tem que ser uma tarefa miserável.

É uma coisa positiva que requer paciência e perseverança. Recompense-se à medida que progredir. Se alimente melhor, coloque algumas músicas novas em sua lista ou compre uma roupa nova. No entanto, nunca comemore com álcool  pois isso  irá desencadear um desejo de usar cocaína.

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Fique motivado

Mantenha-se motivado. Faça um plano. Escreva todas as coisas que você tem feito para largar o vício da cocaína. Também faça uma lista de todas as coisas que você quer fazer quando você estiver limpo… Livre!

Tenha metas para estar sóbrio!

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 Os Efeitos da Cocaína no Cérebro 

 


Corte cerebral pós-mortem de um adito em cocaína. A lesão 
mostrada refere-se a uma hemorragia cerebral massiva e está associada ao uso da cocaína. (Credits)

Por favor, aguarde o carregamento da animação
Axônio de um neurônio em contato com o dendrito de outro neurônio (a sinapse).
O elemento pós-sináptico mostra sua membrana, bem como os receptores, aos quais o neurotransmissor se liga e intermedia os seus efeitos.
(clique aqui para ver uma animação sobre os efeitos da cocaína)

 

Início 

Sintetizada em 1859, a cocaína tem como origem a planta Erythroxylon coca, um arbusto nativo da Bolívia e do Peru (mas também cultivado em Java e Sri-Lanka), em cuja composição química se encontram os alcalóides Cocaína, Anamil e Truxillina (ou Cocamina).

As propriedades primárias da droga bloqueiam a condução de impulsos nas fibras nervosas, quando aplicada externamente, produzindo uma sensação de amortecimento e enregelamento. A droga também é vaso constritora, isto é, contrai os vasos sanguíneos inibindo hemorragias, além de funcionar como anestésico local, sendo este um dos seus usos na medicina.

Ingerida ou aspirada, a cocaína age sobre o sistema nervoso periférico, inibindo a reabsorção, pelos nervos, da norepinefrina (uma substância orgânica semelhante à adrenalina). Assim, ela potencializa os efeitos da estimulação dos nervos. A cocaína é também um estimulante do sistema nervoso central, agindo sobre ele com efeito similar ao das anfetaminas.

A quantidade necessária para provocar uma overdose varia de uma pessoa para outra, e a dose fatal vai de 0,2 a 1,5 grama de cocaína pura. A possibilidade de overdose, entretanto, é maior quando a droga é injetada diretamente na corrente sanguínea. O efeito da cocaína pode levar a um aumento de excitabilidade, ansiedade, elevação da pressão sanguínea, náusea e até mesmo alucinações. Um relatório norte-americano afirma que uma característica peculiar da psicose paranóica, resultante do abuso de cocaína, é um tipo de alucinação na qual formigas, insetos ou cobras imaginárias parecem estar caminhando sobre ou sob a pele do cocainômano.

Embora exista controvérsia, alguns afirmam que os únicos perigos médicos do uso da cocaína são as reações alérgicas fatais e a habilidade da droga em produzir forte dependência psicológica, mas não física. Por ser uma substância de efeito rápido e intenso, a cocaína estimula o usuário a utilizá-la seguidamente para fugir da profunda depressão que se segue após o seu efeito.

A Coca-Cola, um dos refrigerantes mais populares, foi originalmente uma beberagem feita com folhas de coca e vendida como um “extraordinário agente terapêutico para todos os males, desde a melancolia até a insônia”. Complicações legais, todavia, fizeram com que a partir de 1906 o refrigerante passasse a utilizar em sua fórmula folhas de coca descocainadas (revista Planeta, julho,1986). 


 

Os malefícios da cocaína

A cocaína é a droga que mais rapidamente devasta o usuário. Bastam alguns meses ou mesmo semanas para que ela cause um emagrecimento profundo, insônia, sangramento do nariz e corisa persistente, lesão da mucosa nasal e tecidos nasais, podendo inclusive causar perfuração do septo (12). Doses elevadas consumidas regularmente também causam palidez, suor frio, desmaios, convulsões e parada respiratória. No cérebro, a cocaína afeta especialmente as áreas motoras, produzindo agitação intensa. A ação da cocaína no corpo é poderosa porém breve, durando cerca de meia hora, já que a droga é rapidamente metabolizada pelo organismo.

Interagindo com os neurotransmissores, tornam imprecisas as mensagens entre os neurônios.

Função Normal da Dopamina no Cérebro


Veja a animação (135 K)
Sabe-se que neurotransmissores como a dopamina (mostrada em vermelho), noradrenalina e serotonina (esta última recentemente descoberta [10]) são catecolaminas sintetizadas por certas células nervosas que agem em regiões do cérebro promovendo, entre outros efeitos, o prazer e a motivação. Depois de sintetizados, estes neurotransmissores são armazenados dentro de vesículas sinápticas (em verde). Quando chega um impulso elétrico no terminal nervoso, as vesículas se direcionam para a membrana do neurônio e liberam o conteúdo, por ex., da dopamina, na fenda sináptica. A dopamina então atravessa essa fenda e se liga aos seus receptores específicos na membrana do próximo neurônio (neurônio pós-sináptico). Uma série de reações occorre quando a dopamina ocupa receptores dopaminérgicos daquele neurônio: alguns íons entram e saem do neurônio e algumas enzinas são liberadas ou inibidas. Após a dopamina ter se ligado ao receptor pós-sináptico ela é recaptada novamente por sítios transportadores de dopamina localizados no primeiro neurônio (neurônio pré-sináptico).
A recaptura dos neurotransmissores é um mecanismo fundamental para manter a homeostase e capacitar os neurônios a reagir rapidamente a novas exigências, já que o trabalho do cérebro é constante. 

A Entrada de Cocaína no Cérebro


Veja a animação (290 K)
Quando a cocaína entra no sistema de recompensa do cérebro, ela bloqueia os sítios transportadores dos neurotransmissores acima mencionados (dopamina, noradrenalina, serotonina), os quais têm a função de levar de volta estas substâncias  que estavam agindo na sinapse. Desta maneira, ela possibilita a oferta de um excesso de neurotransmissores no espaço inter-sináptico à disposição dos receptores pós-sinápticos, fato biológico cuja correlação psicológica é uma sensação de magnificência, euforia, prazer, excitação sexual. Por este motivo, denomina-se o consumo da cocaína “Sindrome de Popeye”, numa analogia dessa droga com o espinafre do conhecido marinheiro das histórias em quadrinhos (11). Uma vez bloqueados estes sítios, a dopamina e outros neurotransmissores específicos não não são recaptados, ficando portanto, “soltos” no cérebro até que a cocaína saia. Quando um novo impulso nervoso chega, mais neurotransmissor é liberado na sinapse, mas ele se acumula no cérebro por seus sítios recaptadores estarem bloqueados pela cocaína. Acredita-se que a presença anormalmente longa de dopamina no cérebro é que causa os efeitos de prazer associados com o uso da cocaína. Quando imaginamos que ocorrem cerca de trilhões de trocas neuroquímicas por minuto, fica evidente que o preço pago por viver uma experiência de euforia é alto demais em relação às características que o indivíduo terá que encarar (11). O uso prolongado da cocaína pode fazer com que o cérebro se adapte a ela, de forma que ele começa a depender desta substânica para funcionar normalmente diminuindo os níveis de dopamina no neurônio. Se o indivíduo parar de usar cocaína, já não existe dopamina suficiente nas sinapses e então ele experimenta o oposto do prazer – fadiga, depressão e humor alterado. 


Os Efeitos Euforizantes Causados Pelo Uso da Cocaína

Recentemente, cientistas investigaram os efeitos euforizantes da cocaína através de estudos de imagens cerebrais utilizando a tomografia PET (Positron Emission Tomography), um sofisticado método que permite visualizar a função dos neurônios através do seu metabolismo, usando substâncias radioativas. O trabalho foi publicado na revista Nature [1].

Eles descobriram que a cocaína ocupa ou bloqueia os “sítios transportadores de dopamina” nas células cerebrais (conforme dito acima, dopamina é uma substância sintetizada pelas células nervosas que age em certas regiões do cérebro promovendo, entre outros efeitos, a motivação). Os “sítios transportadores de dopamina” levam a dopamina de volta para dentro de certos neurônios, após ela ter dado uma “passeada” pelo cérebro promovendo seus efeitos. Se a cocaina ocupar o mecanismo de transporte da dopamina, esta substância fica “solta” no cérebro até que a cocaína saia, e é justamente a presença anormalmente longa dela no cérebro é que causa os efeitos eufóricos associados com o uso da cocaína. Clique aqui para ver as imagens do PET, comparando um paciente não-adito, como dois aditos à cocaína.

Tanto a dopamina como outras substâncias aumentadas no cérebro podem produzir vasoconstrição e causar lesões. Estas lesões podem incluir hemorragias agudas e infarto no cérebro (zona de morte celular, causada por falta de oxigênio), bem como necrose do miocárdio, podendo levar à morte súbita.Grávidas que usam cocaína podem afetar seus fetos, levando-os ao nascimento com baixo peso ou risco de rompimento da placenta e até lesões irreversíveis do cérebro, causando deficiências mentais e físicas. Em muitos países, os  “bebês da cocaína” são um sério problema de saúde pública, que está se agravando com a ampla disponibilidade do  “crack”. Em vermelho, sítios transportadores de dopamina. O PET so mostra os sítios não ocupados pelas drogas.

Porque a Cocaína Vicia ?

A dependência à cocaína depende de suas propriedades psicoestimulantes e ação anestésica local. A dopamina é considerada importante no sistema de recompensa do cérebro, e seu aumento pode ser responsável pelo grande potencial de dependência da cocaína (veja videoclips sobre experimentos em centros do prazer no cérebro de ratos) .

Um estudo de PET, feito por cientistas da Johns Hopkins University e o National Institute on Drug Abuse (NIDA) nos EUA, descobriu que o vício pela cocaína está diretamente correlacionado a um aumento no cérebro dos receptores para substâncias opióides, como as endorfinas, que são naturais, e drogas de abuso, como a heroína e o ópio [2]. Quanto maior a intensidade do vício, maior esse número de receptores. 

Quando os viciados em cocaína que foram testados na pesquisa ficavam um mês longe da droga, em alguns deles o número de receptores voltava ao normal, mas em outros continuava alto. Pode haver uma correlação entre esse fato e a susceptibilidade do dependente voltar ao vício ou não.

Paz e Luz.

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