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A obesidade contribui para o desenvolvimento das doenças músculo-esqueléticas ( artrose, lombalgia, entre outras ) que constituem um conjunto de problemas que comprometem, progressivamente uma ou mais articulações do organismo, podendo acometer diversos tipos de indivíduos e gerar, na sua grande maioria, incapacidades articulares.

Quanto maior a carga corporal de gordura, maior o trauma para as aticulações. A fisisoterapia atua nas algias músculo-esqueléticas prevenindo prevenindo e/ou recuperando a função através de técnicas fisioterápicas, utilizando a modalidade física ( termoterápia, eletroterapia e hidroterapia) e a reeducação funcional ( exercícios ). A prescrição dos exercícios deve ser progressiva, visando o indivíduo como um todo.

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O exercício terapêutico tem muitas propriedades de cura e benefícios, destacando:

1. Diminuição da dor muscular, da tensão e espasmos;

2. Melhora do tônus venoso e arterial em geral, melhorando a circulação;

3. Aumento da eficiência do sistema cárdio-vascular, aumentando a resistência à fadiga e diminuindo o risco de doenças degenerativas.

4. Manutenção e melhora da resistência das estruturas dos ossos, ligamenos e articulações;

5. Melhora da resistência muscular e aumento da flexibilidade;

6. Melhora do sistema neuroquímico do corpo, o que alivia a dor e reduz o stress;

7. Diminuição e controle da porcentagem de gordura no corpo;

8. Auxílio no funcionamento e regularização dos intestinos;

9. Ajuda na proteção e estabilização das áreas lesadas do corpo;

10. Manutenção da saúde e flexibilidade da pele;

11. Manutenção do normal mecanismo da respiração;

12. Aumento da eficiência do sistema termo-regulador do corpo. A incorporação adequada de todos os procedimentos é necessária ao tratamento efetivo das doenças músculo-esqueléticas. É importante salientar que os agentes físicos auxiliam o fisioterapeuta no controle do quadro álgico, bem como na melhora de outras funções fisiológicas.

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Fisioterapia ajuda no tratamento de algumas complicações devido à obesidade

Dores nas costas e pernas devido ao excesso de peso podem ser atenuadas com a ajuda dos fisioterapeutas.

Um estudo divulgado na revista científica Lancet neste ano, 2014, aponta que o Brasil é o quinto país com o maior número de pessoas com obesidade. O primeiro lugar do ranking é ocupado pelos Estados Unidos, seguido por China, Índia e Rússia. De acordo com a pesquisa, mundialmente existem 2,1 bilhões de pessoas acima do peso, um salto em relação a 1980, com o número chegava a 875 milhões.

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A obesidade é determinada quando o Índice de Massa Corporal (IMC) está igual ou acima de 30. Esse problema causa a redução da expectativa de vida porque, normalmente, está associado à outras doenças como: hipertensão arterial, diabetes melittus, cardiopatias, acidente vascular cerebral, doença pulmonar obstrutiva, apneia do sono, entre outras. Por isso, uma maneira de atuar sobre essas doenças e, inclusive, na obesidade é por meio da fisioterapia.

Fisioterapia para tratar a dor pela sobrecarga do excesso de peso

Normalmente, pessoas obesas sofrem com problemas posturais e, por consequência, apresentam dores na coluna, pernas e outras regiões do corpo. Os exercícios fisioterápicos atuam melhorando os padrões posturais de modo que consegue diminuir dores e alterações musculoesqueléticas resultantes da sobrecarga que o excesso de peso pode causar tanto nas costas como em outras áreas.

Diante disso, a fisioterapia atua na prevenção ou recuperação da mobilidade física do indivíduo, bem como tem ação direta na diminuição de dor muscular, tensão e espasmos. Outras vantagens é que por meio das atividades fisioterápicas é possível melhorar o sistema circulatório, prevenindo doenças cardíacas ou até mesmo problemas como trombose. No caso do sistema cardiovascular, atua no nível respiratório e motor, com isso aumenta a resistência à fadiga e reduz o risco de doenças degenerativas.

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Prescrição dos exercícios

Os exercícios são recomendados visando benefícios para a pessoa com obesidade como um todo. Normalmente, são indicados exercício terapêutico para aumentar a resistência das estruturas dos ossos, ligamentos e articulações, aumentar a flexibilidade, locomoção, entre outros.

Sendo assim, o programa fisioterapêutico é composto ainda de atividade aeróbia, que pode incluir a caminhada na esteira ou bicicleta ergométrica. O intuito é elevar a capacidade pulmonar, aumentar a condição cardiovascular e, com isso, melhorar o bem-estar do paciente de maneira geral.

Fisioterapia para a cirurgia bariátrica

As atividades fisioterápicas estão indicadas ainda para o pré-operatório da cirurgia bariátrica, pois melhora a função pulmonar e motora. Para isso, são indicados exercícios físicos e respiratórios para reduzir dificuldades respiratórias e também para preparar fisicamente o paciente para a cirurgia de redução de estômago.

Assim, na fase pré-operatória ajuda e orienta no bom posicionamento e movimentação do corpo. Por meio dos exercícios respiratórios auxilia o paciente a trabalhar a boa expansão pulmonar e reduzir o esforço da tosse no pós-operatório. Já na fase do pós-operatório auxilia o paciente a conseguir desenvolver suas atividades do cotidiano.

Vale ressaltar que os exercícios devem ser recomendados por um profissional especializado. O ideal é que o paciente realize as atividades todos os dias em intervalos pequenos para não causar a desmotivação do paciente. Numa fase posterior, o seja, ao atingir um bom nível de condicionamento físico, os exercícios devem ser orientados por um profissional de educação física para que o paciente consiga prosseguir evoluindo no seu bem estar e na sua saúde.

Assista a este vídeo sobre alimentação saudável e saúde:

 

ATENÇÃO!

Este artigo não substitui em nenhuma hipótese a consulta e orientação Médica e Terapêutica especializada.

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